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» Pepitas Bíblicas:
27.11.10

Cuidado Inimigos na Igreja

7603 O apóstolo Paulo escrevendo aos Colossenses adverte a igreja sobre quatro grandes inimigos que estavam tentando minar a fé dos santos. Esses inimigos ainda rondam a igreja em nossos dias. Que inimigos são esses?

1. O gnosticismo (Colossenses  2: 8-15) - O gnosticismo pregava o dualismo grego e defendia a tese de que a matéria é má em si mesma. Por essa razão, eles negavam a humanidade de Jesus. Para eles Jesus não podia ser humano pois criam que ele era divino. Ou seja, pregavam que Jesus era um ser divino preexistente (anjo, arcanjo, ou até mesmo o próprio Deus) que veio a terra e aparentava ser homem, mas não o era. Ao negarem a humanidade, negavam também a obra da redenção e anulavam a cruz de Cristo. Paulo, porém, escreve à igreja de Colossos para dizer que em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da Divindade, ou seja que no homem Jesus habitava a plenitude do espírito de Deus (Colossenses 2: 9) e que na cruz Jesus triunfou, como homem, sobre o pecado (Colossenses 2: 14) bem como sobre o diabo e suas hostes (Colossenses 2: 15). Toda mensagem que desvia o foco da pessoa humana do Senhor Jesus e de sua obra redentora não é melhor do que o gnosticismo. O gnosticismo pregava que o homem chega a Deus através do conhecimento e assim, criava uma aristocracia espiritual, divorciada do ensino das Escrituras. Observe bem este texto: "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.  Nisto conhecereis o espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;  E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo". [1João 4: 1-3]

2. O legalismo (Colossenses 2: 16,17) - O legalismo mascarado de profunda espiritualidade é uma negação da verdadeira fé cristã. Ele põe sua atenção em formas, ritos e cerimónias em vez de focar-se na pessoa e obra de Cristo. Ele está mais preocupado com a aparência, do que com a essência. Dá mais atenção ao método que ao conteúdo. Dá mais importância aos ritos sagrados que a sinceridade do coração. Paulo exorta a igreja: "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo" [Colossenses 2: 16,17]. Os fariseus eram os legalistas nos tempos de Jesus. Eles tinham uma apresentação impecável diante dos homens, mas aos olhos de Deus eram desprezíveis. Acautelemo-nos para que o caldo mortífero do legalismo não nos contamine. Todo crente convertido, por sua fé, pratica as boas obras, mas no legalismo as boas obras são exigidas, pois os crentes nessas congregações carecem de conversão...

3. O misticismo (Colossenses 2: 18,19) - Estava entrando na igreja de Colossos uma fé mística e sincrética. Os crentes estavam sendo influenciados por uma pregação eivada de heresias. A Palavra de Deus estava sendo deixada de lado e os crentes estavam cultuando os anjos em vez de cultuar a Deus e fundamentando essa prática herética em visões. Nossa prática cristã precisa estar calçada na verdade revelada e não em sonhos, visões e revelações (profetadas) que não estejam nas Escrituras. O misticismo está tomando de assalto algumas igrejas em nossa pátria. As pessoas deixam as fileiras do misticismo pagão e se tornam cativas de outras práticas místicas com uma linguagem evangélica. Os crentes imaturos precisam de pontes de contacto para desenvolver sua fé (sal grosso, água ungida, óleo santo, sinais e maravilhas).
O apóstolo Paulo diz que essa prática mística que não retém Cristo não passa de carnalidade (Colossenses 2: 18,19).

4. O Ascetismo (Colossenses 2: 20-23) - O ascetismo é a privação de coisas legítimas com o fim de agradar a Deus. O ascetismo pensa que a santidade tem a ver com o nosso esforço de privar-nos das coisas que Deus criou. Na busca dessa espiritualidade auto-construída muitos se flagelam; outros castigam seu corpo com escassez de pão e ainda outros fogem para mosteiros. O cerne do ascetismo constitui-se em: "Não toques, não proves, não manuseies". [Colossenses 2: 21].
O apóstolo Paulo diz que esse rigor ascético é preceito e doutrina de homens, é culto de si mesmo e falsa humildade e não tem valor algum contra a sensualidade (Colossenses 2: 22,23).

 

Pr. Sérgio - igreja de Deus (7º dia) Brasil - congregação Ferraz de Vasconcelos - SP

1 comentários:

Anónimo disse...

Sei que estás em trabalho por terras Angolanas mas confesso-te que já tinha saudades dos excelentes artigos que escolhes p/ o teu Blogue.
Beijo ( Ana F. )

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