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» Pepitas Bíblicas:
3.8.07

Ellen White e o Espírito de Profecia

As primeiras obras literárias de Ellen White foram publicadas com uma péssima redacção, cheias de erros gramaticais, e com muitos parágrafos difíceis de serem entendidos.
Ellen White nunca teve uma redacção própria, e com o passar do tempo foi conseguindo "assistentes literários" que contribuíram significativamente para melhorar a redacção dos seus livros. O que havia em Ellen White era uma indomável vontade de escrever.
Acabou conquistando a fama e notoriedade, que mais se deve à fantástica máquina publicitária montada em torno do carisma de uma profetiza nos tempos modernos.



A história de que a sua obra prima "The Desire of Ages" (Desejado de todas as Nações) tirou um primeiro lugar num concurso de histórias de Jesus, é tido como totalmente fantasiosa !
Conta-se que havia um funcionário adventista que trabalhava na livraria do congresso mericano, que ao ser perguntado qual a obra da sua preferência sobre a vida de Jesus, ele simplesmente indicou o livro: "Desire of Ages" de Ellen G. White.
À medida com que os primeiros livros foram sendo reimpressos, foram feitas correcções gramaticais, que muitas vezes mudaram parágrafos inteiros dos livros originais. Essas correcções gramaticais na maioria das vezes foi com a aprovação de Ellen White, mas há relatos de desentendimentos entre ela e as casas publicadoras adventistas por correcções arbitrárias.
Nas traduções para outras línguas, houve outros factores que contribuíram para que o texto dos livros fossem modificados, tais como o zelo do tradutor querendo esconder declarações questionáveis de Ellen White.

Lá pelos anos 98/99 dirigi-me ao Director do White Estate, (na ocasião Carlos Viera) e disse-lhe o seguinte: - Causa-me admiração o Prof. Azenilto Brito estar a fazer traduções para o
português de livros de EGW, ( livros ainda não publicados no Brasil ) e ao mesmo tempo ser um dos tradutores de um conhecido website anti-Ellen White ! ( Carlos Viera é casado com uma prima de Ennis Meier ).
A resposta do pastor Carlos Viera foi a seguinte: " Estou informado desse facto, e já dei ordens para que seja cancelado o seu contrato." (o Prof. Azenilto Brito estava morando nos US naquela ocasião).
Ocorre que no ano 2000 Carlos Vieira saiu do White Estate e o professor conseguiu reactivar o seu contrato com o White Estate.
Obviamente, quando o tradutor já tem uma pré-disposição contrária, necessariamente vai influir na tradução; da mesma forma como tradutores brasileiros que tentaram diminuir o impacto de declarações contraditórias de Ellen White.
Mencionaria como exemplo, a recomendação de EGW para os obreiros comerem carne de porco, encontrada em "Testemunhos para a Igreja N.1" completamente desfigurada na tradução para o português.

Sabe-se que as traduções para o espanhol foram feitas em Washington DC pela equipe de Ellen White, que chegou a ter 14 funcionários no seu tempo de vida. Porém, a tradução noutras línguas era feita nos países onde se falava o vernáculo. Obviamente, os 14 funcionários não se dedicavam exclusivamente a correcção dos erros gramaticais de Ellen White.
Apenas alguns dactilografavam os originais para serem enviados para as casas
publicadoras.

A partir de 1880 Ellen Whire já possuía uma moderna máquina de escrever, podendo ser vista em exposição na recepção do White Estate, em Silver Spring. Quando se fala em Manuscritos" já existe uma intenção de florear o romance. Nos cartórios da rua do Ouvidor no Rio de Janeiro, até os anos de 1950 a PÚBLICA FORMA era a única maneira para se conseguir a reprodução de um documento.
Isto é, uma descrição detalhada do original, em página dactilografada. Essa mesma forma de "copiar" era usada no tempo de Ellen White, transcrevendo dactilograficamente.

Quando Ellen White morreu em 1915, houve uma reunião conjunta entre os filhos de Ellen White e a administração da igreja, para decidir o que seria feito dos 14 empregados, e do material que se encontrava na Quinta de Elmshaven.
Eram toneladas de folhas dactilografadas, provavelmente descartadas por erros de digitação, ou por alguma outra razão vetadas por Ellen White para serem publicadas. Alguns, opinaram que a obra de Ellen White na terra estava terminada e simplesmente deveriam despachar os empregados e jogar no lixo a montanha de folhas soltas.

O que interessava eram as obras publicadas em vida.

Outros, como F.M.Wilcox, achavam que se deveria fazer uma firma (WHITE ESTATE) e continuar o trabalho que vinha sendo realizado.
Isto é, publicar tudo o que havia sido «sucateado» ! (para infelicidade de todos, prevaleceu a opinião dos que achavam que tudo era uma relíquia).
Cabe enfatizar, que quando havia alguma coisa que interessava noutros livros e revistas, a forma de guardar era mandar fazer uma cópia. (dactilografada).

Essas folhas soltas contém muitas inscrições marginais, que mais parecem anotações de arquivistas. Ninguém sabe quando, um desses arquivistas mandou fazer um carimbo com os seguintes dizeres: "MANUSCRIPT RELEASES # ....... ".

Hoje, há mais de 20 livros publicados pelas CPBs americanas, que simplesmente são transcrições dessas folhas soltas encontradas nos depósitos das duas bibliotecas da chácara de
Elmshaven
.

Chega-se à estarrecedora conclusão, que a doutrina adventista, hoje em boa parte é formada por conceitos encontrados no montão de papéis empilhados !



Autor: Ennis Meier - Leia [ + aqui ]



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